199 anos da presença de Dom Pedro em Guaratinguetá!

19/08/2021

Guaratinguetá foi vital para o processo de proclamação da Independência, sendo que a cidade era de relevância estratégica do ponto de vista econômico, cultural e político do século XIX . Dom Pedro vinha da cidade de Lorena, onde já tinha feito pontes políticas com as autoridades locais, sendo que a próxima cidade na rota seria Guaratinguetá. Ao chegar em Guaratinguetá foi recebido pelo Capitão Mor Manuel José de Mello, importante e central figura da cidade, sendo que o Capitão recebeu o Príncipe para jantar em sua casa e pernoitar nela, pois no dia seguinte ele alcançaria Aparecida. A visita do Príncipe não foi um ato simples, pois teve preparação da cidade para isso, como pode ser visto por esse ofício de 17 de agosto de 1822: “nella se mandou ao Professor Francisco de Paula Ferreira com hum officio da MMA. Câmara a cumprimentar a sua alteza Real em a Villa de Lorena: nella se passou um edital para o povo desta Villa cuidar em preparar suas testadas e promptificar as ruas e por illuminação na noite em aqui pernoitar o Príncipe”


Em 19 de agosto Dom Pedro chegou junto com a comitiva real, e ela foi instalada na casa do Capitão-Mor. Além de autoridade, Manuel era um homem rico, sendo que o serviço para o príncipe era de um um jantar em uma baixela de ouro, e talheres de prata, recebendo um elogio do príncipe no qual respondeu: “Rei Senhor, as posses dão”. A partir desse momento as questões políticas eram construídas com as personalidades locais, onde cumpriu a mesma agenda de Lorena: alinhar o auxílio de Guaratinguetá a causa da nossa Independência . Nesse mesmo momento a comitiva era aumentada (Capitão-Mor Manuel e pelos jovens José Monteiro dos Santos e Custódio Leme Barbosa) e os animais recebiam o devido cuidado para prosseguir viagem. A casa onde era a moradia do capitão-mor deu lugar ao “Hotel Lusitano”.

Em 1900 foi demolida pelo arquiteto Agostinho Del Mônaco, onde ergue outra casa no lugar que será a sede da Associação dos Empregados do Comércio, sendo que na Revolução de 1932 será a Casa do Soldado Constitucionalista e por último será a sede da ACEG, que mantém caprichosamente o casarão até o presente momento.

Autor: Leandro Pereira dos Santos, Historiador MTE 000275/SP

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